Número de emissão de CNH para categoria de deficientes auditivos, aumenta em 38% em 2018

A partir de 2013, os deficientes auditivos passaram a receber do Detran.SP, atendimento exclusivo. Segundo o Detran.SP, no último levantamento de 2018, foram emitidos 5.889 documentos no serviço especial voltado para surdos, representando um aumento de 38%.

A insegurança e o preconceito são uma das maiores barreiras que os deficientes de uma forma geral, enfrentam na hora de encorajarem-se para participar do processo de emissão da CNH. Com o programa de atenção à acessibilidade do Detran.SP, os deficientes auditivos recebem auxílio na leitura das questões, durante a prova teórica de habilitação, com mediação online de uma intérprete de Libras.

Segundo estatísticas recentes, os deficientes auditivos são os que menos possuem as CNH’s suspensas. Muito se deve pela atitude preventiva dos deficientes auditivos em relação ao trânsito, levando-os a serem mais organizados e prevenidos.

Inclusive, cresce também, o número de deficientes auditivos, trabalhando como motoristas de aplicativos, atraídos pelo formato de trabalho, que possuem rotas pré definidas, antecipando os principais objetivos da comunicação, desse modo, a profissão oferece maior facilidade.

Todos os deficientes auditivos podem dirigir?

Para saber se o deficiente auditivo poderá emitir sua CNH para dirigir, dependerá das avaliações durante todos os exames médicos para aprovação e prosseguimento no processo.

Para tanto, é permitido a partir dos 18 anos de idade que o deficiente auditivo tente realizar esse o desejo em obter uma CNH. Esse direito está assegurado através da resolução 168 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito).

É preciso ser alfabetizado, levar a cópia dos documentos originais com fotos e agendar a consulta para o exame psicotécnico próprio para deficientes. Durante os exames, também é medida a acuidade do candidato, por meio da prova de voz coloquial, sendo colocado a 2 metros de distância, de costas para evitar a leitura labial, possibilitando averiguar quanto o candidato portador da deficiência é capaz de escutar. Em seguida, é realizado o exame de audiometria tonal aérea, medindo o grau de redução auditiva e, caso em um dos ouvidos a perda seja igual ou maior que 40 decibéis, o deficiente será direcionado ao exame oto neurológico para definir a aprovação, podendo ou não prosseguir em busca da CNH.

Se os resultados forem positivos, basta matricular-se em uma autoescola que esteja capacitada para atender ao público pertencente à categoria de pessoas com deficiência e prosseguir com o processo. Após a aprovação da prova teórica, iniciam-se as aulas práticas, que contará com uma bancada examinadora específica aos portadores de diferentes deficiências, rumo a última fase para obtenção da CNH.

Categorias de CNH que são permitidas ao deficiente auditivo

Está permitido aos portadores de deficiência auditiva, habilitar-se nas categorias A e B, permitindo então a condução de carro e moto.

O veículo pode ser adaptado de maneira a trazer maior conforto e segurança, incluindo a instalação do conta-giros, para que o motorista com a deficiência, possa também acompanhar a aceleração visualmente.

Os automóveis dos deficientes auditivos devem conter visível no vidro traseiro, o símbolo internacional da surdez, com o objetivo de que seja respeitado dentro de sua categoria e sinalizando com as luzes do veículo, ao invés de controles sonoros.

No Brasil, o dia dos surdos é comemorado em 26 de setembro desde 2008, a data marca a luta através de entidades de atendimento aos surdos, para a necessidade de criar políticas públicas que incluam e melhorem o exercício da cidadania dos deficientes auditivos.

De acordo com IBGE, são 9,7 milhões de pessoas surdas no Brasil, registrado através do último censo realizado em 2010.

O trânsito é conduzido por vidas e a inclusão social é muito importante para que a solidariedade e o respeito, sejam mais exercidos durante a condução de veículos, trazendo mais qualidade de vida a todos.


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