Aplicativos são fonte de renda para 5,5 milhões de brasileiros

Uma das empresas mais populares nesse ramo é a Uber, multinacional americana, que estreou recentemente na bolsa de New York (NY). Embora tenha entrado para a lista de maior abertura de capital da história nos Estados Unidos, sua estréia não foi considerada tão boa, mesmo com preço atraente, suas ações sofreram quedas seguidas nessas duas primeiras semanas.

A Lyft, rival da UBER, já havia estreado no mercado de ações no fim de 2018. Ampliou mercado operando no Canadá e tem planos em operar no Brasil também, inclusive chegou a fazer oferta para comprar a Cabify, empresa de aplicativo de motorista de carros, de origem espanhola que opera no Brasil.

No momento, todas estas empresas estão cautelosas quanto a investimentos em nosso mercado e aguardando maior estabilidade, até porque, recentemente motoristas de aplicativos Uber e 99, fizeram greve reclamando lucros maiores, locais regulamentados para estacionar, acesso antecipado ao destino final do passageiro para ter a liberdade no aceite da corrida e combustível a preço reduzido no mercado entre outras requisições.

Motorista de aplicativo deve contribuir para o INSS

Desde que o serviço de motorista de aplicativo chegou ao Brasil, houve grande resistência dentro dessa classe de serviço, mas não demorou muito para que o serviço fosse regulamentado pela Câmara dos Deputados em 2016. Desse ponto em diante, as prefeituras ficaram incumbidas pelo recolhimento de tributos e fiscalização.

Nessa semana, o STF decidiu de forma unânime, como inconstitucional as leis que tentam proibir o uso de aplicativos de carros particulares remunerados, ou seja, UBER, Cabify e 99 permanecem liberados e, ao mesmo tempo – foi decretada, a obrigação do motorista de aplicativo para se inscrever na contribuição do INSS.

O presidente Bolsonaro, assinou a inscrição dos motoristas, na Previdência Social, então, de agora em diante, os motoristas passam a ter acesso aos seguros sociais e para as mulheres acrescenta também o salário maternidade.

Cabe agora aos motoristas se inscreverem diretamente no INSS ou cadastrar-se via MEI, as empresas donas dos aplicativos, poderão também firmar contrato de serviço com o DataPrev. Lembrando que para MEI, o faturamento não deve estar acima de R$ 81 mil por ano.

Motorista de aplicativo e a segurança no transporte

A mídia Consumidor Moderno e SPC (Serviço de proteção ao crédito), realizaram uma pesquisa onde demonstrou que mais da metade das pessoas, têm preferido os carros de aplicativos ao invés do táxi, principalmente pessoas de 18 a 34 anos. O principal diferencial é o preço pago pelas corridas.

Independente das preferências, alertamos aos passageiros que observem se o motorista e o carro estão adequados às regras de segurança exigidas pelas empresas donas dos aplicativos e também as regras de trânsito, qualquer irregularidade precisa ser denunciada.

  • Confira a identidade do motorista.
  • Fique atento ao percurso que está sendo realizado.
  • Prefira sentar no banco traseiro.
  • Avise outra pessoa sobre o seu percurso, de preferência na frente do motorista.

Pelo lado do motorista, existe também uma grande preocupação por segurança, sendo um dos motivos no desejo em saber o destino do passageiro, antes de aceitar a corrida e também a exclusão da opção de pagamento em dinheiro. Motoristas tem criado grupos no whatsapp a fim de evitar emboscadas, compartilham localização, áudio e em situações de risco, outros motoristas podem se unir para irem ao local ajudar a averiguar a situação e avisar as autoridades.

A empresa 99 táxi está testando a instalação de câmeras nos veículos visando aumentar a segurança.

Trabalho de motorista de aplicativo com carro de aluguel

Com o desemprego, muitos veículos precisam estar com situação financeira regularizada, para permitir que a pessoa opere como motorista de aplicativo, nesse caso, uma saída é fazer o licenciamento de veículos visando pagar qualquer valor em aberto como IPVA, multa, outras parcelas e enquanto essa providências é encaminhada, o aluguel de veículos pode ser uma boa alternativa para atuar nesse nicho.

No caso do Uber, os procedimentos parecem simples, dentro do investimento é necessário um valor caução e um valor de aluguel, entre as vantagens, está a disponibilização de veículos que não tenham a placa com final 9 e 0, liberando a sexta-feira, dia com mais corridas.

Um futuro não tão distante para os carros de aplicativos

  • Nos Estados Unidos, a empresa Uber já repassa um valor maior aos motoristas que trocaram seus veículos convencionais por híbridos ou elétricos.
  • Uber testa carros autônomos: Os carros que dispensam motoristas. Empresas como Google e Apple (maior frota), também tem aderido. A Toyota junto com Denso e Softbank estão investindo nos carros autônomos para a empresa Uber. A chegada desses carros no Brasil estão previstas entre 2020 até 2025.
  • Embora pareça que as empresas de aplicativos queiram aumentar sua frota, a ideia é o contrário, com questões ambientais, tecnológicas e sustentáveis, a busca por veículos que poluem menos e mais formas de locomoção e mobilidade vem sendo estudados e testados, desde bicicleta elétrica, patinete elétrica, passagens e créditos para transportes públicos com descontos e com o sucesso das viagens em modo juntos (pool), transportes com porte maior vem sendo pensados para transportar mais pessoas de uma vez (quase como um fretado)

Considerando o cenário atual, é necessário buscar alternativas, uma delas é o licenciamento de veículos, para que seja possível ganhar dinheiro com seu automóvel.

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